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Mochileiros veganos em terras celtas – visita a Durdle Door em Dorset, Inglaterra

Quem quer ir para a Inglaterra geralmente pensa em Londres e no máximo em Stonehenge, mas vocês já pararam para pensar quantos lugares incríveis e históricos a Inglaterra possui?

England

A Inglaterra é terra das histórias do Rei Arthur, Guinevere e da bruxa Morgana; é terra dos povos druidas e suas construções milenares e também possui praias espetaculares, que apresentam areia de fósseis.

Todas estas praias são conhecidas como praias jurássicas com falésias e águas cristalinas, que ninguém poderia imaginar ser parte de um país um tanto enevoado. Mas nós estávamos dispostos a conhecer terras para além da velha Londres e por isso nos aventuramos em um trem rumo ao Sul da Inglaterra, na região de Dorset. Procurávamos pelas praias e falésias de “Lulworth Cove” e da pedra furada de “Durdle Door” e, por fim, chegamos à cidadezinha de Wool, pegamos um taxi e chegamos no hostel mais barato de todos os tempos.  Apresentando “Meu Mochilão Vegano” – Inglaterra / Dorset.

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Com chegar

Desça em Wool e pegue um taxi, pois quase não há ônibus na região. Você pode esperar pelo ônibus por mais ou menos uma hora, se quiser economizar mais.

Onde ficamos

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Hostel YHA de Lulworth Cove. Este hostel faz parte de uma rede de hostels de baixo custo e tem o objetivo de ser ainda mais em conta do que os albergues comuns. Existe em toda a Grã Bretanha e pode ser uma boa dica para o mochileiro vegano. Além disso, importante: este hostel não cobra o café da manhã, que é à parte. Deste modo, o mochileiro vegano não come, mas também não paga, o que é bom para o bolso.

Conheça a rede: 

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Continuando a história…

Chegamos ao hostel e, sem experiência nenhuma, esquecemos de olhar o horário do check-in e acabamos por chegar antes do combinado. Por sorte, uma senhora inglesa mal-humorada abriu a porta e nos deixou trocar de roupa na lavanderia e deixar as malas lá. Felizes, fomos andando e perguntando, até que, sem mais nem menos, chegamos a um riozinho repleto de peixes e patos e casinhas típicas cheias de roseiras.

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Um senhor nos disse bom-dia e a gente se deu conta de que o clima era muito mais amigável do que Londres.

Depois do riozinho, chegamos a “Lulworth Cove” e só uma foto para explicar a emoção de ver uma praia tão bonita.

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Hora do lanche

Se você vai a um lugar que não conhece e no meio do nada, é melhor levar lanche, pois nunca se sabe se a batata frita dos camaradas vai ter queijo ou gordura de ganso. Na Inglaterra, muitas batatas levam gordura de ganso, então, atenção! Nós levamos o lanche, mas a comida acabou e passamos um perengue daqueles. Todos os restaurantes da cidade, sem exceção, tinham carne ou derivados animais em todos os pratos!

Solução

A saída para nós e, uma dica imprescindível, foi pedir para tirarem o queijo de uma batata (único prato sem carne) e pagar o olho da cara por uma mera batata assada, uma fatia de tomate e um punhado de alface. A batata foi nossa salvação porque depois tivemos que agüentar uma trilha bem grande para chegar ao nosso destino final: “Durdle Door”.

Se prepare, pois a caminhada é longa, mas a recompensa…

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Chegamos em Durdle Door

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Dia seguinte

No dia seguinte fomos fazer outras trilhas pela “Lulworth Cove” e conhecer alguns fósseis nas pedras jurássicas. Desta vez, encontramos um mercadinho e para nossa surpresa, tinha muita comida vegana. Fizemos o lanche com homus e ficamos felizes! Go vegan!

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Almoço

Compramos duas baguetes sem ovo e sem leite (típica massa de pão da Inglaterra), um pote de homus, duas barras de frutas secas (nákd: crudívoro e vegan), um tomate e um saco de alface já lavado. Fizemos dois sandubas grandes, bebemos bastante água e seguimos adiante.

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Depois da trilha sensacional, descobrimos que os taxistas não trabalhavam de domingo e nem o ônibus funcionava. Um senhor inglês disse que era pertinho, se a gente voltasse a pé, e nossa “incrível” noção de distância nos fez confiar no camarada. Já que era “perto”, ainda tínhamos o objetivo de passar no castelo da cidade e no meio do caminho, encontramos tanques de guerra da II Guerra Mundial.

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Já andando há 40 minutos nos demos conta de que o senhor inglês era meio biruta e resolvemos cortar caminho por um trigaral, pois na podíamos perder o trem. Nos perdendo na plantação de trigo com vista para o mar (veja foto exuberante abaixo), começou a chover e depois de quase chorar, muito cansaço, falar com umas ovelhas que pastavam no meio do caminho e quase morrermos atropelados por andarmos na rodovia sem acostamento, uma gentil inglesa nos deu carona até a estação e conseguimos pegar o trem de volta. Ufa! A viagem teve muita história e muita coisa se aprendeu nela.

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Dica para praias e lugares desertos na Inglaterra:

  • é sempre bom ir a um mercado ou mercadinho. Mercados na Inglaterra sempre vendem homus, saladas, frutas e docinhos veganos típicos. Se tiver sorte, você pode achar queijos veganos também.
  • Não confie em restaurantes! Vá a supermercados e ainda economize.
  • Confira o check-in dos hostels. Sempre!
  • Não confie em ingleses birutas! Se eles falarem que é perto, desconfie!

No mais, divirta-se e acredite: ser mochileiro vegano dá uma sensação de missão cumprida.

Local desta Viagem

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