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Berlim Vegana: Meu mochilão vegano

GermanyEu considero Berlim como o centro cultural da Europa nos dias atuais. Antigamente, todos os intelectuais e artistas tinham que presenciar o cenário francês, mas acredito que Paris está hoje no passado e quem faz arte contemporânea e encabeça os novos movimentos culturais e políticos é Berlim. Assim, Berlim é parada obrigatória para quem se interessa pelo underground e pela sub-cultura do anarquismo ou de movimentos tão atuais como o veganismo. Ir ali, então, não é somente um passeio no passado, mas também um passeio no futuro e foi com este foco que fomos para lá.

Para conhecer a cidade, nós planejamos ficar quatro dias. Chegamos na quinta de noite por um voo da Easy Jet (uma companhia de voos baratos da Europa) e como compensava mais pegar uma noite do que pegar um voo matinal e economizar à noite, nós só chegamos, fomos ao mercado comprar o que podíamos e dormimos fatigados.

Onde ficamos

img_wombats_1img_wombats_2Nós ficamos em um hostel fantástico e muito bom mesmo, o famoso Wombats. A localização é perfeita, do lado da estação de metrô U-Rosa Luxemburg-Platz. Este hostel fica na antiga parte soviética de Berlim e é possível acessar à pé a famosa Alexander Platz, onde você encontra a antiga torre de televisão de Berlim (explicação abaixo).

Curiosidades

Eu sou a típica mochileira anti-social e isso não me incomoda muito, mas mesmo com esta minha super característica nada típica de mochileiros, eu conheci duas pessoas no Wombats. Uma delas era uma norueguesa que ficou bastante surpresa e admirada coma cor dos meus olhos (castanho!!!) e também descobri que uma das recepcionistas do hostel morou um tempo na Bahia e era da Áustria, ou seja, foi papo que não acabava mais sobre suas aventuras no país do acarajé.

Ao acordar

Uma dica que sempre damos aos veganos mochileiros é passar no supermercado de antemão, um pouco antes dos passeios começarem. Assim, você pode fazer uma compra da semana e fazer os lanches no hostel, encher a garrafinha de água e economizar muito. Geralmente, a gente vai em um restaurante apenas como parte da aventura antropológica, mas a intenção é justamente apreciar um restaurante vegano muito diferente da região e não depender deles para se alimentar. Assim, nós fomos ao supermercado mais próximo do hostel (pesquisamos antes na internet e perguntamos na recepção).

Supermercado Netto Marken – Torstrasse, 33

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Lá nós compramos frutas para todos os dias que ficamos em Berlim (4 dias), mais aveia, castanhas e leite de amêndoas (muito comum de se achar na Europa e barato). Também compramos frutas para os lanches da tarde, saladas e tomate para os lanches do almoço, guloseimas veganas que encontrávamos por aí (lendo os rótulos achamos bolachas palmier e chocolates amargos) e deixamos os produtos mais veganos para comprar no Veganz (leia abaixo).

Primeiro dia

Nós fomos a Berlim, náo somente pelos monumentos, mas também porque queríamos conhecer o único quarteirão vegano do mundo. Nós pegamos o metrô e descemos na estação Schonhausser Allee e fomos andando. O Veganz é incrível e parece um paraíso para veganos. Primeiro de tudo, tem estacionamento para bicicleta e uma lanchonete, chamada Goodies, com tortas crudívoras, chcolate quente vegano, salgados, como croissant, e ainda tem o mercado, com vários tipos de chocolates, doces, nougats, queijos veganos, frios e tudo que você pode imaginar. Ficamos lá toda a manhã. Tiramos fotos, conhecemos as outras lojas veganas da avenida, uma vendendo roupas e outra vendendo sapatos e decidimos explorar a pé.

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Alexander Platz

Nós seguimos andando e reparamos que variados pôsteres estavam colados nas paredes da cidade, mas não de forró, como no Brasil, mas sim da Doro Petsch, a deusa do metal. Também vimos que os faróis de pedestres eram bem diferentes e a quantidade de sex shops na cidade era incrível (e é verdade que Berlim é uma cidade bem mente aberta neste sentido).

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img_alex_2img_alex_3img_alex4img_doro_cartazimg_farolEm nossas andanças, nós fomos caminhando pelo rio Spree e chegamos na Praça dos Museus. A praça é linda e ficamos por lá ouvindo uma moça tocar as Quatro estações do Vivaldi. Um alemão maluco (que não entendia inglês) ficou tentando se comunicar em alemão conosco e nós fazendo gestos para tentar explicar que não falávamos alemão. Foi engraçado!

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Andando mais para frente, nós fomos na entrada do Altes Museum e checamos a bela catedral Berliner Dom.img_cathedral_berlim1img_museum3

Por fim, seguimos pela avenida Unter den Linden e avistamos a Humboldt Universitat.img_cathedral_univ

Se você caminhar até o fim desta avenida, você chegará no Brandenburg Tor, o símbolo de Berlim, e se for ainda mais para frente, você chega no Reichstag (um prédio incrível). Ainda tem energia? Ande mais e chegue no Siegesssaule.img_brand_2img_utimg_Siegesssaule

Até aí, nós já estávamos super cansados e voltamos para o hostel.

Dia 2

No dia 2, nós encontramos alguns amigos e isso fez com que tivéssemos que visitar algumas das atrações novamente, entretanto, uma amiga que já tinha ido lá, nos fez reparar em algumas partes inexploradas, como a Bebelplatz, onde os nazistas queimaram os livros (em frente à Humboldt Universitat)


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Também fomos no Memorial do Holocausto.

img_memorial2img_memorial1E por fim, nós fomos até a Potsdamer Platz, a parte antiga da Berlim capitalista. Aqui, nota-se a diferença de riqueza com a ex-parte soviética. Tudo é muito moderno, mas ao mesmo tempo sem muito sal, a nosso ver (vai de gosto).img_postimg_post2

Dia 3

No dia 3, conhecemos alguns museus. Entramos no Neues Museum e também no Pergamo Museum. Não deixe de ir no Pérgamo, que é fantástico e contém uma parte da Mesopotamia dentro e mais um templo grego inteiro.

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Como esta viagem não foi só nossa, nós passamos por alguns imprevistos e não pudemos ir na cidade ao lado, a Potsdam. Esta cidade é linda e com um palácio, mas nós não fomos. Imprevistos acontecem, mas fica a dica!

De qualquer jeito, fomos no check-point Charlie, conhecemos a topografia do terror (nada agradável, mas interessante do ponto de vista histórico) e pedaços do muro. Também notamos que há marcas nas ruas de Berlim, mostrando onde o muro estava antes de ser derrubado. Por fim, o resto do dia foi com os amigos.

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Dia 4

Neste dia, nós resolvemos ir nas atrações que faltavam e passar de manhã no Veganz com amigos. Fomos lá comer uns quitutes e comprar alguns produtos para levar para casa.Iríamos pegar o voo das 17hr, então deu tempo de ir ver a East Side Gallery, onde você pode ver uma série de grafites políticos, a respeito da divisão entre Berlim capitalista e soviética. Lá você pode andar horas e apreciar os desenhos dos dois lados. Por fim, você pode só ficar imaginando como era morar em Berlim e ter um muro te separando do outro lado.img_wall_3img_wall_1img_wall_2img_wall3

Conclusão

Para ficar mais dias, nós acabamos economizando muito em comida e não pudemos ir em restaurantes. Fomos só no Veganz. Caso você deseje ir a restaurantes diversificados, Berlim está repleta deles. Basta dar uma chegada no site da Happy Cow e escolher o mais perto. Apesar disso, não deixe de ir ao Veganz, que é fantástico.

Dica: nem todo berlinense fala inglês e nós ficamos supresos com isso. Fique esperto! Tem gente que não sabe nem falar “the book is on the table”. A gente se perdeu e foi bem difícil conseguir informação, então aprenda pelo mesmo o básico de alemão antes de viajar e se prepare antes, com GPS, mapas etc.

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